Polícia| “Não significa nada”: secretário da Polícia Civil do RJ minimiza mortes de inocentes em megaoperação

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Foto Montagem – Acima, divulgação; abaixo crédito correspondente

Em uma declaração que chocou até os mais acostumados com a violência urbana, o secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Marcos Amin, afirmou que o número de mortos sem vínculo com facções criminosas durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão “não significa nada”.

A fala, feita em entrevista coletiva, veio após a divulgação de que entre os mais de 100 mortos na ação, vários não tinham qualquer ligação com o tráfico. Ainda assim, para Amin, o foco deve permanecer nos “resultados operacionais” e não nas vítimas que, segundo ele, “não estavam no lugar certo”.

A operação, que já é uma das mais letais da história do estado, foi celebrada por autoridades como um “sucesso contra o crime organizado”. Mas para famílias que enterraram seus entes queridos — muitos deles trabalhadores e moradores da região — a dor é real, e a indignação, crescente.

A declaração do secretário gerou revolta nas redes sociais e entre entidades de direitos humanos, que acusam o governo de tratar vidas humanas como números descartáveis. “É como se os inocentes fossem danos colaterais aceitáveis”, disse um representante da OAB-RJ.

Enquanto o governador Cláudio Castro comemora o aumento de sua popularidade após a operação, a pergunta que ecoa é: quantas mortes mais serão necessárias para que o Estado reconheça que segurança pública não pode ser sinônimo de extermínio?

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